SPITZ, BREVE HISTÓRICO

SPITZ, BREVE HISTÓRICO

A origem dos spitz é tão longínqua que ninguém sabe precisar com exatidão. Acredita-se que os primeiros exemplares da raça tenham origem nórdica e estejam relacionados aos vikings, que os teriam trazido da região insular da Europa para o continente propriamente dito.

A partir daí as spitz teriam se fixado na costa báltica, num local conhecido como Pomerânia, onde teriam se desenvolvido enquanto raça. Sua primeira menção na literatura alemã consta do ano de 1450.

Também há relatos de spitz na Rússia e na Sibéria, onde eram utilizados no pastoreio de gado bovino, ovino e até de veados. O fato é que, até hoje, estes animais preservam no gene os instintos apurados dos seus antepassados. São, portanto, cachorros ativos e dotados de um excelente reflexo, sensíveis aos menores movimentos e ruídos.

Em paralelo a esses atributos de rusticidade, os spitzs também têm uma incrível capacidade de seduzir por sua beleza e carisma. Não é à toa que, ao longo dos séculos, a raça garantiu o seu lugar de destaque na história das principais civilizações do planeta.

Na verdade, esses bichinhos sempre tiveram vocação para conquistar os vips. Desde a antiguidade, foram os queridinhos de diversas personalidades da história. Na Grécia antiga, por exemplo, tornou-se sinônimo de poder e prestígio, e posteriormente, em Roma, a história se repetiu.

Entretanto, foi muito tempo depois, na Inglaterra dos nobres, que os spitzs garantiram o seu definitivo lugar de destaque nas cortes europeias, e perpetuaram assim o seu status de cão da realeza. Foi ali também que eles ganharam o carinhoso nome de lulu da pomerânia.

Conta-se que as primeiras matrizes a chegar à Grã-Bretanha teriam sido trazidas da Itália pela famosa rainha Sophia Charlotte, esposa do rei George III, em forma de um presente para a sua neta Victória, que mais tarde também se tornaria rainha.

Em 1870, o Kennel Club da Inglaterra reconheceu a raça de modo oficial; e anos depois, em 1888, foi a vez do Kennel Club americano (AKC), que através de Dick, um exemplar pomeranian, concedeu aos spitz o título de raça independente.

Porém, não foi apenas entre os nobres que os lulus se tornaram prediletos. Eles também conquistaram o seu espaço no seleto círculo das artes. Segundo se consta, Michelangelo, memorável artista renascentista, teria possuído um exemplar da raça, que o acompanhava todos os dias à capela Sistina, durante a execução da sua genial pintura no teto da igreja.

Anos depois, Amadeus Mozart, um dos maiores compositores de todos os tempos, também teria caído na graça dos spitz, e criado uma fêmea da raça, a qual a batizou com o nome de Pimperl, e para quem teria até composto uma ária.

Outro nome de peso que também se rendeu aos encantos dos spitzs foi Chopin. Frédéric Chopin, o músico imortal, que assim como o seu colega austríaco, teria dedicado ao seu pomeranian uma bela composição, a famosa Valse des Petits Chiens.

Atualmente, os spitzs estão espalhados por diversas partes do mundo, e assim como antes, continuam encantando e se tornando os preferidos de grandes celebridades mundiais, tanto no campo do cinema como no da música, a exemplo do ator Sylvester Stallone, e dos cantores Ozzy Osbourne, Rihanna e Paris Hilton.

Aqui no Brasil, a coisa não é diferente. Os lulus da pomerânia também são os prediletos de vários famosos. Pessoas como Ana Maria Braga, Celso Zucatelli e Karina Bacchi são alguns exemplos de personalidades que possuem um pomeranian. A raça ganhou força no país no final da década de 1990, quando foram reintroduzidas novas matrizes vindas dos Estados Unidos.

Hoje em dia os lulus da pomerânia são oficialmente reconhecidos pelo nome de Spitz Alemão. A Federação Cinológica Internacional (FCI), que atualmente rege mais de setenta países, foi a responsável por oficializar a nomenclatura.

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